Por Augusto Klauck, fundador e estrategista de tráfego da Backdoor · Atualizado em
A diferença principal: intenção x descoberta
No Google, a pessoa digita o problema: "advogado para divórcio", "fui demitido quais meus direitos". O anúncio aparece como resposta a essa busca — o cliente está com a decisão próxima.
No Instagram e no Facebook, ninguém está procurando advogado. O anúncio aparece no meio do feed e precisa despertar a identificação: "Teve o benefício negado? Veja o que a lei prevê". É um canal de descoberta, que gera demanda nova.
Quando o Google Ads é a melhor escolha
- Áreas de urgência: criminal, família (em momentos de conflito), trabalhista logo após a demissão.
- Serviços que o cliente sabe nomear: inventário, divórcio, usucapião, recurso de multa.
- Escritórios que querem contatos rápidos e mensuráveis desde a primeira semana.
Pelo Provimento 205/2021, o Google Ads é admitido justamente por responder a uma busca iniciada pelo cliente.
Quando o Meta Ads funciona melhor
- Direitos pouco conhecidos: revisões de benefício, BPC/LOAS, descontos bancários indevidos, cobertura de terapias por planos de saúde.
- Públicos muito presentes nas redes, como pessoas acima de 50 anos no Facebook.
- Escritórios que já produzem ou topam produzir vídeos informativos.
Aqui, o cuidado é com a regra: o provimento permite impulsionamento de conteúdo, mas não de publicidade com oferta de serviços jurídicos.
Comparação rápida
- Intenção do público: Google — alta; Meta — construída pelo conteúdo.
- Volume: Google — limitado ao que é buscado; Meta — pode gerar grande volume de conversas.
- Qualificação: Google — depende das palavras negativas; Meta — depende do criativo e da triagem no WhatsApp.
- Criativo: Google — texto e página; Meta — vídeo, carrossel e imagem.
- Tempo até o contato: nos dois casos, os primeiros contatos costumam chegar nos primeiros dias.
E o LinkedIn?
Para escritórios que atendem empresas — tributário, empresarial, trabalhista patronal — o LinkedIn permite segmentar por cargo, setor e porte da empresa. O clique é mais caro, mas o público é o decisor e o ticket costuma compensar.
A combinação que mais usamos
Na maioria dos casos: Google Meu Negócio + Google Ads como base, para captar quem já procura; Meta Ads para gerar demanda nas áreas em que o cliente não sabe que tem direito; e remarketing para quem visitou o site e não chamou. A verba é distribuída conforme o custo por contrato de cada canal.
Perguntas frequentes
Dá para começar só com Meta Ads?
Dá, principalmente em áreas como previdenciário, bancário e saúde. Mas, em áreas de urgência, deixar o Google de fora significa perder quem já está decidido a contratar.
O Meta traz mais curiosos que o Google?
Tende a trazer mais volume e contatos menos decididos. Com criativos específicos e perguntas de triagem no WhatsApp, a qualidade melhora bastante.
Conteúdo informativo sobre marketing para a advocacia. As regras citadas são do Provimento 205/2021 do CFOAB e do Código de Ética e Disciplina da OAB; o advogado é o responsável pelo conteúdo que publica.